Forças armadas iniciam operação contra desmatamento ilegal e queimadas no Acre
Operação envolve a Polícia Federal, Exército, Ibama, ICMBio e Secretaria de Meio Ambiente do Acre. Nos primeiros meses deste ano, já foram detectados mais 1,7 mil hectares de áreas desmatadas no estado.
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No
intuito de combater desmatamento ilegal, grilagem de terras e descumprimento de
decisões judiciais no período de queimadas no Acre, alguns órgãos deram início,
nesta quarta-feira (13), a operação Amazônia Legal.
As ações são feitas pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Exército Brasileiro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente
(Sema).
No último dia 7 de maio, o presidente Jair
Bolsonaro havia autorizado, o envio de tropas das Forças Armadas para
combater focos de incêndio e desmatamento ilegal na chamada Amazônia Legal, que
engloba os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia,
Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.
Com o início das ações vão ser realizadas
operações contínuas de fiscalização em terras de interesse federal, com o
objetivo de combater o avanço de crimes ambientais nestas áreas.
Em nota, o Comando de Fronteira no Acre/
4º Batalhão de Infantaria de Selva lançou nota dizendo que ações, desta vez,
têm uma motivação preventiva.
"Tais ações serão realizadas pelo 4º
BIS, dentro de sua área de responsabilidade, juntamente com os órgãos e
agências, tomando por base o Decreto Presidencial Nº 10.341, de 06 de maio de
2020, que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da
Ordem (GLO), para ações subsidiárias nas áreas de fronteira, nas unidades
federais de conservação ambiental e em outras áreas dos estados da Amazônia
Legal que requererem ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais
e levantamento de focos de incêndio", diz a nota.
Conforme
for sendo desenvolvidas as ações, reuniões entre os órgãos envolvidos devem
estudar as estratégias usadas.
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Dados Sema
A diretora executiva da Sema, Vera
Reis Brown, disse que no estado, contando os primeiros meses deste ano, já
foram detectados mais 1,7 mil hectares de áreas desmatadas no estado, por isso,
a urgência da operação neste período.
No acumulado dos primeiros meses do
ano de 2019, no estado, foi registrado o desmatamento de 666 hectares. Com os
dados comparados no mesmo período de 2020, já foram 1.784 hectares devastados
em todo Acre. Os dados são até esta quarta-feira (13), conforme informações
emitidas pela plataforma do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Isso representa mais de 200% em
relação ao período passado e aí a gente vai verificar que os municípios que
mais têm alerta este ano são Tarauacá, Brasileia, Xapuri, Acrelândia e Feijó”,
disse Vera.
As maiores áreas afetadas são
projetos de assentamentos (29%), propriedades particulares (26%) e unidades de
conservação (23%). Sendo que o Parque Ambiental Chico Mendes tem a situação
mais crítica com pelo menos 50 hectares de áreas desmatadas só dentro da
reserva, informou a diretora.
“Nós já elaboramos um plano de
trabalho integrado . Esse plano tem ações em todas as áreas críticas do estado,
principalmente nas áreas de conservação ambiental. Todo estado vai ser
contemplado com estas ações que vão ser bastante severas porque há uma
preocupação muito grande por parte do governador por causa da situação da
pandemia do novo coronavírus”, acrescentou.
Além disso, os focos de queimadas
também estão apresentando um crescimento rápido no estado. Até esta quarta,
foram registrados no satélite 35 focos no estado.
“Este ano, as pessoas estão queimando
mais cedo. Ocorreram queimadas em períodos ainda com chuva e, depois que
acontece uma friagem, a tendência é piorar porque fica mais seca a umidade
relativa do ar e a floresta queima fácil”, pontuou.
Os municípios mais críticos em
relação aos focos de queimadas considerando de 1º de janeiro a 13 de maio, são
Brasileia, Xapuri, Cruzeiro do Sul e Rio Branco, lideram estes focos.
Campanha de
prevenção
Na última semana, o governo do Acre
também confirmou que a campanha de combate e
prevenção ao desmatamento ilegal e queimadas no Acre vai
ser colocada em prática já neste mês de maio. Normalmente a campanha é iniciada
em agosto.
A antecipação é para evitar fumaça no ar durante a pandemia da Covid-19. A preocupação é que os pacientes infectados ou com sintomas da doença piorem com a qualidade do ar ruim.
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