Pobreza continua concentrada no Norte e Nordeste
A desigualdade de distribuição de renda no Brasil diminuiu 5,6% e a renda média real subiu 28% entre 2004 e 2009. As informações são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgadas ontem por meio do estudo “Mudanças Recentes na Pobreza Brasileira”.
A parcela da população brasileira com renda menor que um salário mínimo diminuiu de 71% para 58% entre 2002 e 2009, mas conforme a pesquisa, a distribuição da pobreza não mudou no período e continua concentrada nos municípios pequenos das regiões Norte e Nordeste do país.
De acordo com a pesquisa, a evolução na distribuição de renda foi, em grande parte, motivada pelo crescimento econômico e a geração de empregos. Também contribuíram as mudanças demográficas e o lento aumento da escolaridade da população adulta.
Nesse intervalo de tempo, a parcela da população brasileira vivendo em famílias com renda mensal igual ou maior do que um salário mínimo per capita subiu de 29% para 42%, passando de 51,3 a 77,9 milhões de pessoas. Mas, em 2009, a despeito do ganho de bem-estar do período, ainda havia 107 milhões de brasileiros vivendo com menos do que R$ 465 per capita mensais.
A população nas faixas de renda extremamente pobre, pobre, e vulnerável decresceu em tamanho absoluto. O estrato pobre foi o que mais se reduziu em número de pessoas, mas a maior redução relativa foi a dos extremamente pobres.