MANIFESTO: Grito da Terra de Feijó TEMA: Liberdade e Soberania
A comunidade rural acreana vive um momento de profundo descontentamento com a gestão de políticas governamentais que estão ou deveriam estar sendo destinadas a si. É notório que a política de sustentabilidade tão veiculada pelo Governo não tem subsidiado realmente a vida de quem mora na zona rural, daquele povo que tão arduamente tem ajudado a construir a história do Acre, e que ao longo de mais de 12 (doze) anos tem dado créditos (forma de votos) aos que hoje estão no poder.
Cabe lembrar que: Os que hoje estão no poder, emergiram dentro do discurso das massas e para as massas. Hoje, no entanto é perceptível um distanciamento entre esses. Percebemos um pequeno grupo elitizado e ao mesmo tempo um grande grupo beirando o descaso. A urbanização de nossos municípios nesta década nos coloca a caminho da periferia e consequentemente da miséria, pois o êxodo rural é uma ação clara da falta de politicas produtivas à comunidade rural e que com isso a maior fonte geradora de emprego e renda na zona rural, que sempre foi a agricultura familiar viu-se esmagada.
Nisto a real situação da maioria dos nossos trabalhadores rurais, caracteriza-se pela ausência de direitos sociais apregoados pela constituição federal como saúde e educação de qualidade, bem como vias de acesso e transportes para o escoamento de produção, além da necessidade de regularização de posses e da forma repressora como a legislação ambiental tem sido interpretada e aplicada, desconsiderando na maioria das vezes as peculiaridades locais.
Assim, necessário se faz “gritar”, literalmente; a população rural precisa mostrar em alta voz o que sente, o que passa, o que precisa. Por isso, o 1º Grito da Terra - Feijó , foi definido a realizar-se no dia 03 de outubro de 2011. Evento este que tem por objetivo resgatar a Liberdade e Soberania, através das reivindicações das urgências listadas na pauta a seguir: