Americanos anunciam sucesso de tratamento de leucemia em criança
Médicos de um hospital dos EUA divulgaram os resultados de um método
revolucionário no combate à leucemia, um tipo de câncer que atinge o sangue.
Médicos de um hospital dos Estados Unidos divulgaram os resultados de um
método revolucionário no combate à leucemia, um tipo de câncer que atinge o
sangue. Entre os pacientes está uma menina de 7 anos, a primeira criança que
conseguiu permanecer livre da doença.
Os pais de Emily não sabiam mais o que fazer. Os tratamentos tradicionais
haviam fracassado.
"Ela teve uma nova recaída em fevereiro deste ano. Naquele momento nós
sabíamos que era preciso tentar alguma coisa diferente", lembra a mãe.
Desesperados, procuraram o hospital infantil da Filadélfia. Foram alertados
de que a técnica experimental nunca havia sido aplicada em crianças. E nem para
o tipo de leucemia de Emily, um câncer que afeta o sangue.
Ela luta contra a doença desde os 5 anos. Hoje, aos 7, comemora sete meses
livre da leucemia, graças ao novo tratamento. Emily voltou a ter uma vida
normal.
“Ela está muito bem. feliz, saudável e voltou pra escola”, disse a mãe da
Emily.
Os médicos removem milhões de células "t" do paciente, um tipo de glóbulo
branco cuja função é produzir anticorpos que defendem o organismo de doenças.
Nelas são inseridos novos genes capazes de destruir células cancerosas. Ao serem
colocadas de volta no paciente, as células “t” se multiplicam e atacam o
tumor.
A técnica usa uma forma enfraquecida do vírus HIV, muito eficiente no
transporte de material genético. Os médicos ainda não sabem quando o tratamento
estará disponível para todos. "Precisamos tratar muitos outros pacientes para
termos a certeza de como tudo funciona", disse um médico.
A esperança é que o novo tratamento venha a substituir o transplante de
medula óssea, um procedimento doloroso, arriscado e mais caro. Dos doze
pacientes submetidos à técnica experimental nem todos conseguiram superar a
leucemia. Mas ainda assim, o novo tratamento é visto como um grande avanço. A
técnica pode revolucionar o combate a outros tipos de câncer, como o de mama e o
de próstata.
g1