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Estudo mostra aumento de cânceres ligados ao vírus HPV nos EUA

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostra um aumento preocupante nos tipos de câncer ligados a um vírus, como o do colo de útero, que mata quase cinco mil mulheres por ano no Brasil. Para os médicos americanos, é a epidemia do século XXI.
O vírus HPV já é a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo, alerta o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. O vírus é mais conhecido por provocar a doença no colo de útero, que mata anualmente quatro mil americanas. No Brasil, foram quase cinco mil em 2010.
O HPV está se tornando um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do câncer na garganta, amígdalas e língua. O uso de preservativos reduz o risco de contaminação, mas os médicos americanos ressaltam a importância da vacinação.
Há cerca de 200 tipos de HPV. A maioria das infecções é causada por apenas quatro deles, que podem ser prevenidos com a vacina quadrivalente. Testes provaram que ela é eficiente contra 70% dos casos de câncer do colo de útero e 90% das verrugas genitais, e que pode trazer bons resultados também para evitar os cânceres orais. A vacina deve ser tomada antes mesmo da iniciação sexual, e é indicada para mulheres entre 9 e 26 anos.
Nos Estados Unidos, a vacina também é recomendada para os homens. Cada dose custa o equivalente a R$ 270. A maioria dos planos privados de assistência médica cobre os custos da vacina contra o HPV. Programas públicos de saúde oferecem a vacina de graça para quem não pode pagar.
Ainda assim, apenas 32% das mulheres em idade de receber a vacina tomaram as três doses. Na Austrália e no Reino Unido, essa taxa passa de 70%. No Brasil, não há estatísticas. A dose da vacina sai em torno de R$ 300. Os planos de saúde no país não cobrem o custo e não há programa público de vacinação contra o HPV.
Em São Paulo, o doutor Luiz Paulo Kowalski, diretor do Hospital A. C. Camargo, reforça a importância da vacinação, principalmente entre os jovens.
“Vamos prevenir uma doença que vai ter um alto custo de tratamento daqui a 20 anos. O custo alto da vacina hoje é infinitamente menor do que será o custo para o sistema de saúde futuramente", afirma Luiz Paulo Kowalski.
Segundo o Ministério da Saúde, o uso da vacina no Programa Nacional de Imunizações está em estudo. Para o ministério, ainda é preciso avaliar a efetividade da vacina.
 http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/01/estudo-mostra-aumento-de-canceres-ligados-ao-virus-hpv-nos-eua.html

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