Defensoria Pública do Acre vai oferecer exame para reconhecimento de paternidade
O projeto “Reconhecer é Legal”, desenvolvido pela Defensoria Pública
do Estado, deve ser lançado até o fim de dezembro. A intenção da medida é
identificar os pais que não reconhecem seus filhos e garantir que
assumam as suas responsabilidades, contribuindo para o desenvolvimento
psicológico e social dos dependentes.
Uma das principais dificuldades enfrentadas hoje pelos que buscam o
reconhecimento paterno é a falta de recursos para a realização do exame
de DNA. Quase sempre, cabe a quem alega arcar com os custos do exame.
Segundo o subdefensor Fernando Morais de Souza, é importante deixar
claro que os reconhecimentos de paternidade serão feitos de forma
extrajudicial. “A lógica para a realização dos exames é para que o caso
não vire um processo. Será feita uma filtragem para que apenas as
pessoas que realmente não tenham recursos possam fazer o teste de
paternidade e concordem em fazer extrajudicialmente”, disse.
O projeto será coordenado pelo Núcleo de Atendimento Cível, que fará a
seleção e encaminhamento dos casos. O setor de planejamento da
Defensoria Pública da Comarca de Rio Branco ficará responsável por
acompanhar a realização do exame de sangue, feito por um laboratório,
que será enviado para fora do estado.
Atualmente a Defensoria tem cerca de 60 processos de reconhecimento
de paternidade por mês. “Com o Reconhecer é Legal esperamos que seja
possível efetivar o direito constitucionalmente protegido de toda
criança ou adolescente de ter a paternidade reconhecida, e também
reduzir o número de demandas impetradas pela Defensoria Pública com
vistas ao reconhecimento de paternidade”, explicou o subdefensor.
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