Justiça mantém condenação a agente penitenciário por agredir detento em presídio de Feijó
José Ramos nega que tenha ocorrido agressão e diz que vai recorrer. Decisão foi publicada no Diário da Justiça na última quarta (14).
A Justiça do Acre negou a apelação do agente
penitenciário José Ramos e decidiu manter a condenação dele pela acusação de
ter agredido um detento que estava sob a guarda dele na 5ª Unidade Prisional,
em Feijó, interior do Acre. Ramos deve pagar uma multa civil equivalente a
quatro vezes a remuneração dele por ter cometido improbidade administrativa.
A decisão da 2ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) foi publicada no Diário da Justiça da
última quarta-feira (14). O documento diz que a conduta do agente foi
considerada como “ofensiva aos princípios da administração pública”. Ao G1, Ramos negou as acusações e diz que vai
recorrer novamente. Segundo ele, o detento mentiu sobre a agressão por terem
encontrado um cigarro de maconha com ele.
"Nós agentes trabalhamos em
equipe, ao menos sete pessoas, e ele acusou somente a mim. Eu não cheguei nem
perto dele. Ele foi pego com um cigarro de maconha e registrei a queixa na
delegacia, mas ele me ameaçou. Ele queria era tirar o foco do ilícito que foi
encontrado com ele”, diz.
Para o carcereiro, mais testemunhas
deveriam ter prestado depoimento. Ele argumenta ainda que não há provas
comprovando que o detento realmente sofreu agressões. “Vou recorrer novamente,
meus colegas de trabalho não foram ouvidos e eles estavam lá, sabem o que
realmente aconteceu. Quero apenas que a situação seja esclarecida”, finaliza.