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Delegado se confunde em meio à onda de execuções e investiga “morte” de homem que está vivo

Delegado Cristiano Bastos, da Delegacia de Homicídios/Foto: Arquivo Folha do Acre
A confusão ocorreu após um homem ser encontrado morto totalmente despido às margens do igarapé São Francisco, na tarde de terça-feira (16), em Rio Branco. O cadáver foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) onde foi identificado como sendo de Alisson Ferreira Barbosa, 33 anos. O problema é que o delegado Cristiano Bastos, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), estava investigando a suposta morte de Lucas Pinheiro da Silva, 23 anos, que não tem nenhuma relação com o caso e está vivo.
A causa da morte de Alisson, segundo a apuração preliminar realizada pela equipe de peritos do IML, apontou que o homem sofreu traumatismo cranioencefálico e hemorragia. O corpo foi liberado para a família da vítima fazer o velório ainda na terça-feira. Na manhã desta quarta (17), o delegado de polícia responsável pela investigação falou durante entrevista à uma emissora de TV local que o homem morto era Lucas Pinheiro, contrariando a informação oficial divulgada por meio do portal do IML na internet.
O delegado também afirmou que o jovem [Lucas] era natural do município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e que a família ainda não tinha sido localizada. A reportagem da Folha do Acre entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Civil, que confirmou que o delegado se confundiu com os nomes, e que a identificação divulgada no site do IML realmente é a oficial. Cristiano Bastos ainda não se pronunciou sobre o fato.
O crime
Um grupo de pescadores encontrou o corpo de Alisson nas águas do igarapé e o levaram até uma das marges do córrego. A ambulância de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e atestou o óbito. O homem estava sem roupas e apresentava sinais de tortura por grande parte do corpo.
O que chama atenção até mesmo da polícia é o fato de as partes íntimas da vítima terem sido “poupadas” pelo autor do crime. O caso segue ainda sem nenhuma solução.
A polícia trabalha com a hipótese de que ele estivesse sendo mantido em um cativeiro, e ao escapar tenha tentado atravessar o igarapé e acabou morrendo. A responsabilidade agora é da polícia seguir a investigação e tentar descobrir quem são os reais responsáveis por esse homicídio que se difere dos demais registrados no estado nos últimos dias.
folhadoacre

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