No AC, homem que precisou amputar as duas pernas reclama de lentidão para receber auxílio do INSS
Francisco Bandeira de Moura, de 57 anos, amputou as duas pernas após um quadro avançado de diabetes e agora não tem como trabalhar e sustentar a família.
Por Adelcimar Carvalho, G1 AC — Cruzeiro do Sul
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/q/w/j4XqOpSLOdEaCwM9BipQ/beneficio.jpg)
Francisco Bandeira de Moura, de 57 anos, pede celeridade para conseguir receber benefício do INSS em Cruzeiro do Sul — Foto: Adelcimar Carvalho/G1
Procurado pelo G1, Fernando Júnior, gerente do INSS na
cidade, disse que a concessão está dentro do prazo.
“Ele entrou com um pedido de Amparo à
Pessoa com Deficiência. Está em processo de análise. Deu entrada no final de
setembro e temos 45 dias para dar uma resposta. Ele será chamado para uma
avaliação social e depois uma perícia médica. Infelizmente, esse é o trâmite.
Acredito que no caso dele, o auxílio será concedido. Quando for concedido, será
pago retroativo à data de entrada do pedido”, esclareceu.
Moura, que atualmente está
desempregado e mora no bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul, conta que antes de
perder as duas pernas tinha uma vida ativa e trabalhava para sustentar sua
família.
O homem afirma que em 2014, quando
descobriu que tinha a doença, passou a ficar debilitado e com cada vez menos
saúde. O quadro clínico de Moura se agravou e ele acabou tendo que amputar as
duas pernas. Hoje vive em uma cadeira de rodas e aguarda a liberação do
auxílio.
“Estou há uns quatro anos sofrendo
com a diabetes. Há seis meses tive a perna direita amputada e depois amputaram
também a direita. Sempre trabalhei desde criança para ganhar meu sustento. Mas,
devido essa doença, hoje estou nessa situação. Sobrevivo de doações de amigos e
familiares, sem condições de sustentar minha família e os remédios que
necessito”, desabafa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/S/U/tK0K30QReBm4lPU115ag/beneficio2.jpg)
Homem teve que amputar as duas pernas após ter complicações com um quadro grave de diabetes — Foto: Adelcimar Carvalho/G1
“Devido à
minha condição e a dificuldade para entrar e sair de casa, pedi que uma vizinha
fosse lá saber como está. Disseram que tem que esperar por uma perícia, que
pode demorar até seis meses. Vou levando a vida assim até quando Deus quiser.
Estou isolado em uma cadeira de rodas, fico o dia todo dentro de casa, sem
poder sair”, falou.
O gerente
do INSS revelou que além do trâmite, a falta de pessoal prejudica os
atendimentos na agência.
“Estamos
sem assistente social. Periodicamente vem um assistente de Tarauacá e juntamos
alguns benefícios e marcamos a data para as pessoas virem fazer avaliação.
Acredito que ele deve passar por essa avaliação no início de dezembro. Sabemos
que é uma pessoa que está passando por uma situação difícil e oriento a família
que busque algum apoio na Assistência Social do Município”, finalizou.