Advogado conduzido em operação da PF-AC é denunciado por organização criminosa
Denúncia foi oferecida contra 25 pessoas identificadas na Operação Troia, da PF- AC e Gaeco.
G1-AC
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/8/s/dhjPE7T76PnIP7pzbqig/whatsapp-image-2019-07-17-at-10.01.08.jpeg)
Um advogado conduzido na Operação Troia,
da Polícia Federal do Acre (PF-AC), foi denunciado pelo Ministério Público do
Acre (MP-AC) pelo crime de organização criminosa. Além dele, outras 24 pessoas
foram denunciada à Justiça pelo crime. A identificação do advogado não foi
divulgada.
O G1 tentou contato com
a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB-AC), mas não obteve sucesso
até esta publicação.
A Operação Troia foi deflagrada no
mês de julho, em Rio Branco, em parceria com a Delegacia de Repressão a
Entorpecentes (DRE-AC) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime
Organizado (Gaeco), do MP-AC.
Na época, a PF informou que dois advogados haviam
sido conduzidos à sede da superintendência da polícia suspeitos de serem
mensageiros de presos do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Denúncia
Ao G1, nesta
quinta-feira (19), o promotor de Justiça Ildo Maximiano confirmou que um dos
conduzidos, na época, era estagiário e o outro advogado. Segundo ele, alguns
dos denunciados já estão presos.
"A denúncia foi dividida em
grupos. O grupo da presidência, do conselho final, conselho rotativo, o da
gravata, que são pessoas que atuam para além da advogacia, como promoção da
organização criminosa, e tem dos integrantes. O advogado não está preso, mas, a
maioria está”, relatou.
Maximiano acrescentou ainda que a
denúncia já foi recebida pelo Judiciário e está em fase de citação dos réus.
“São todos réus, estão na fase e apresentação de defesa. Vai ter a audiência, e
temos a expectativa que todos sejam condenados”, complementou.
Foco da operação
A operação teve como foco
desarticular ações de um grupo criminoso no estado e cumpriu 20 mandados de
prisão. Ainda foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e três armas
foram apreendidas, uma quantia de drogas que ainda não foi contabilizada pela
PF.
A PF informou que as investigações
duraram cerca de um ano e resultaram na prisão do presidente, vice-presidente,
conselheiros e outros membros da organização criminosa que atua no estado.
Alguns já estavam presos e outros em liberdade.
De acordo com o delegado Fares
Feghali, os crimes cometidos iam desde roubos, furto, assassinatos, tráfico de
drogas e armas e associação a organização criminosa.