Ministério da Saúde libera R$ 1,7 milhão para ações de combate ao novo coronavírus no Acre
Ao todo, estados devem receber R$ 432 milhões para enfrentar Covid-19, segundo o Ministério.
Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco
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O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 1,7 milhão ao
estado do Acre para o reforço do plano de contingência para o enfrentamento da
Covid-19. Ao todo, o Ministério vai destinar R$ 432 milhões para os estados
brasileiros. O anúncio foi divulgado nessa segunda-feira (16).
A Secretaria de Saúde
do Acre (Sesacre) confirmou, nesta terça
(17), os três primeiros casos do novo coronavírus (Covid-19) no
estado do Acre. A informação foi confirmada nesta terça em coletiva junto com o
governador Gladson Cameli.
O recurso deve ser
encaminhado ao longo da semana e poderá ser utilizado em ações de assistência,
inclusive, para abertura de novos leitos ou custeio de leitos existentes nos
estados e municípios.
A distribuição do
recurso é proporcional ao número de habitantes de cada estado. Segundo o
Ministério da Saúde, são R$ 2 por habitante. Outros recursos podem ser
disponibilizados conforme a necessidade do enfrentamento.
A pasta anunciou ainda
a distribuição de 540 leitos de UTI para os 26 estados e o Distrito Federal,
atendendo solicitação dos secretários estaduais de Saúde. Segundo o órgão, para
cada estado, no mínimo, serão distribuídos 10 leitos, no caso do Acre, ainda
não foi fechado o número exato.
Estado de
emergência
Depois de ter anunciado que tomaria
algumas medidas para evitar o contágio do novo coronavírus no Acre, o
governador Gladson Cameli declarou, no Diário Oficial desta terça (17), situação de emergência devido
à pandemia de Covid-19.
O decreto 5.465, válido por 30 dias e
podendo ser prorrogado, aponta ainda que as recomendações valem até que a
emergência em saúde prevaleça, assim como determinou o Ministério da Saúde.
Visitas em
presídios suspensas
Para manter o controle dentro das
unidades penitenciárias do estado, Cameli determinou ainda que o Instituto de
Administração Penitenciária do Estado e do Instituto Socioeducativo do Estado
(Iapen-AC e ISE-AC) suspendam as visitas sociais por 15 dias.
Para os advogados, o período de
suspensão é de cinco dias, “salvo necessidades urgentes ou que envolvam prazos
processuais não suspensos”.
As escoltas também seguem suspensas
por 15 dias, mas com “exceção de requisições judiciais, inclusões emergenciais
e daquelas que por sua natureza, precisam ser realizadas”, determina o decreto.
Sem eventos grandes
Os servidores da Saúde e Segurança
também estão proibidos de tirar férias e licenças durante este período. Também
ficam proibidos eventos com o público maior do que 100 pessoas. Já os eventos
esportivos, se não forem suspensos, devem ocorrer sem a participação de público
ou torcida.
As viagens de servidores também foram
suspensas.
“Fica autorizada a realização de
despesas, inclusive com dispensa de licitação, para a contratação de
profissionais e pessoas jurídicas da área da saúde, aquisição de medicamentos,
leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outros insumos, observadas as
disposições legais aplicáveis”, estipula.
Além disso, o governo deve emitir um
boletim informativo, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), atualizando a
situação de emergência decorrente do coronavírus. As informações vão constar no
site do governo.
O decreto finaliza criando um Comitê
de Acompanhamento Especial do Covid-19 que vai propor, acompanhar e avaliar as
ações e os resultados das determinações.
Pandemia
A Organização Mundial de Saúde (OMS)
declarou na quarta (11) a pandemia de Covid-19,
doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).
Para o ministro da Saúde do Brasil,
Luiz Henrique Mandetta, houve "demora da OMS" para fazer a
declaração, já que o número de casos fora da China aumentou 13 vezes nas
últimas duas semanas e o número de países afetados triplicou.
Na manhã desta terça (17), no momento
em que a morte foi anunciada pelo
governo de São Paulo, havia 314 casos da doença
causada pelo vírus em todo o Brasil, confirmados pelas
secretarias de Saúde dos estados.
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2.064 casos suspeitos
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1.624 casos descartados
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18 pessoas estão hospitalizadas (7%
do total)