Covid-19: sem equipamentos, servidores usam touca como máscaras em hospitais no AC
Secretaria de Saúde do Acre diz que problema já foi sanado. Já o Coren-AC afirma que os profissionais ainda seguem sem alguns EPIs para atender pacientes com sintomas de Covid-19.
Por Lidson Almeida, Jornal do Acre 2ª Edição — Rio Branco
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Falta de gorro, máscaras, aventais e
até luvas adequadas para atender pacientes com sintomas do novo coronavírus.
Esses são alguns dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que os
profissionais de saúde do Acre estão sem acesso em algumas unidades. O Jornal
do Acre 2ª Edição mostrou imagens de profissionais da saúde improvisando alguns
dos equipamentos de proteção.
A denúncia foi feita aos Conselhos
Regional e Federal de Enfermagem e conferida pelos conselheiros. A Secretaria
de Saúde do Acre (Sesacre) diz que o problema já foi sanado. Já o Coren-AC
afirma que os profissionais ainda seguem sem alguns EPIs para atender pacientes
com sintomas de Covid-19.
A Sesacre explicou que houve uma
necessidade de adquirir mais kits para coletas na Unidade de Pronto Atendimento
(UPA) do Segundo Distrito, que é a referência para o tratamento do novo
coronavírus no estado, mas que o problema já foi sanado. A Sesacre garantiu
também que não há falta de material e, para reforçar a aquisição de mais
insumos, o Ministério da Saúde liberou um
R$ 1,7 milhão para o estado.
O mundo vive uma pandemia de Covid-19,
declarada desde a quarta-feira (11) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O
Acre tem três casos confirmados da
doença e aguarda a contraprova dos exames, que foram
enviados ao Instituto Evandro Chagas, em Belém. Outros 55 casos suspeitos são
investigados pelo Laboratório de Infectologia Charles
Mérieux, em Rio Branco.
O Brasil contabiliza mais de 500 infectados pela doença,
em 20 estados e o Distrito Federal, e quatro mortes até esta quarta (18).
Por conta da situação, o governo do
Acre decretou situação de emergência e
recomendou que as pessoas fiquem em casa para evitar a propagação do vírus no
estado. Vários serviços foram suspensos ou reduzidos obedecendo o decreto
governamental.
O G1 organizou uma lista com as alterações
informadas pelas instituições. Ela será atualizada sempre que
uma nova mudança for divulgada
Sem equipamentos
O conselheiro federal Adailton Cruz
lamentou a situação e exigiu providências do Estado.
“O Estado demorou, era para ter essa
estrutura com equipes, com equipamento individual e setor físico em todas as
unidades das regionais e agora que o estado está correndo atrás. Estamos aqui
cobrando e pedindo que os profissionais exijam de seus gestores os equipamentos
de proteção. Sem os equipamentos de proteção não podemos dá assistência porque
nossa vida está em jogo”, frisou.
Nas fotos, é possível ver que em
algumas unidades os profissionais tiveram que improvisar usando touca
descartável. Em outra foto, apesar de usar luvas, touca e máscaras corretas, o
avental teria que ser impermeável.
Cruz explicou que há informações de
falta de EPIs na Maternidade Bárbara Heliodora, Fundação Hospitalar do Acre
(Fundhacre) e hospitais do interior como de Brasileia, Tarauacá e Cruzeiro do
Sul. Segundo ele, alguns profissionais estão usando máscaras feitas de tecido,
o que não é recomendável.
"O Estado precisa intervir
imediatamente porque os profissionais precisam de suporte. No pronto-socorro
também porque lá o quantitativo de profissionais é grande e o de equipamentos
individuais é pequeno e não está dando para suprir. O Estado tem que
providenciar isso com urgência", exigiu.
Como evitar o
contágio
·
Cobrir a boca e nariz ao tossir ou
espirrar;
·
Utilizar lenço descartável para
higiene nasal;
·
Evitar tocar mucosas de olhos, nariz
e boca;
·
Não compartilhar objetos de uso
pessoal;
·
Limpar regularmente o ambiente e
mantê-lo ventilado;
·
Lavar as mãos por pelo menos 20
segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
·
Deslocamentos não devem ser
realizados enquanto a pessoa estiver doente;
·
Quem for viajar aos locais com
circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou
mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.