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Impunidade, a Redução do Orçamento do Ministério do Meio Ambiente e a Eliminação de Fundos de Fiscalização e combate a incêndios. Incentivam o desmatamento na Amazônia.


G1
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A Human Rights Watch afirma que a impunidade é um incentivo à derrubada da floresta. Dos mais de 300 assassinatos listados no relatório, só 14 foram a julgamento - menos de 5% do total.

O relatório analisou dados de 2009 a 2018 e, com base em entrevistas com promotores de Justiça, policiais e outros agentes públicos, fez uma análise, sem números consolidados, dos primeiros meses do atual governo.

Segundo a organização, o governo Bolsonaro tem agido de forma agressiva para diminuir a capacidade do país de fazer cumprir suas leis ambientais. Como exemplo, aponta para a redução do orçamento do Ministério do Meio Ambiente em 23% e a eliminação de fundos de fiscalização e combate a incêndios na Amazônia.

O documento cita também a demissão de 21 dos 27 diretores regionais do Ibama e acusa o governo de adotar políticas que sabotam o trabalho dos agentes que permaneceram.

“Obviamente que tem que fortalecer as agências de fiscalização, não só com recursos, mas com autonomia para atuarem, sem medo a represálias. E finalmente, para o Congresso nós estamos pedindo uma Comissão Parlamentar de Inquérito, audiências públicas para tratar desse problema, que é o problema dos brasileiros e da sociedade, não é um problema só do governo federal”, afirmou Muñoz.

O Palácio do Planalto não quis comentar o relatório.
A equipe do Jornal Nacional não teve retorno do Ministério do Meio Ambiente.

A Polícia Federal afirmou que investiga ações criminosas que poderiam estar ligadas aos fatos narrados no relatório, mas que é prematuro apontar ações específicas ou grupos que estariam envolvidos.

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