“O que torna mulher tão forte quanto homem é a arma na cintura dela”, diz Bolsonaro
Cerca de três mil pessoas chegaram cedo ao aeroporto de Rio Branco e comemoraram a chegada do candidato a presidente da República Jair Bolsonaro, acompanhado do candidato a governador, Coronel Ulysses Araújo, ontem. A população seguiu em carreata até a Gameleira, onde foi realizado o comício.
A mobilização de seguidores e militantes começou por volta de 8 horas, e ao meio-dia, o estacionamento do aeroporto estava lotado, com faixas, cartazes. Dois carros de som e veículos pequenos estavam tocando músicas fazendo referência ao candidato como “Mito”.
Bolsonaro discursou para o público que estava no aeroporto, agradecendo o apoio e pedindo apoio para que a eleição seja decidida ainda em primeiro turno.
“Peço a vocês o voto de confiança e que possam ajudar para que a eleição seja decidida ainda em primeiro turno”, afirmou o candidato a presidente. Em seguida Coronel Ulysses foi acompanhado pela plateia e todos cantaram o hino acreano.
Mesmo com a grande quantidade de pessoas, não houve relatos de confusão.
A programação previa que Bolsonaro desfilasse em carro aberto, seguindo para o terminal urbano, onde desceria para cumprimentar a população e pedir voto, mas a coordenação decidiu mudar todo o esquema para evitar atrasos.
No comício, o candidato voltou a defender mais investimento em segurança pública e valorização aos policiais. Ele aproveitou para afirmar que a mulher armada pode garantir o direito de defesa.
“O que torna mulher tão forte quanto homem é arma na cintura dela. Essa historinha de querer dar porrada em mulher vai acabar. As nossas policiais civis e militares, PRF e PF, agentes penitenciários, guardas municipais, vocês serão reconhecidas. Trocou tiro com vagabundo, o vagabundo morreu, você tem que ser condecorada”, declarou.
O Coronel Ulysses aproveitou para lembrar que o Acre é um dos Estados mais violentos, culpando as últimas gestões e afirmou que caso eleito o cenário irá mudar, realizando uma série de operações capazes de prender os bandidos.
“Em meu governo, lugar de bandido será na cadeia. Bandido não terá direitos humanos. Direitos humanos são para as vítimas dos bandidos”, finalizou o candidato ao governo do Estado.
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