Tribunal de Justiça do Estado do Acre perde status Ouro e tem pior desempenho da história
As informações são do CNJ. Desde que foi lançado o prêmio pelo CNJ que o Judiciário do Acre nunca tinha ficado entre os 31 tribunais de pior desempenho no Brasil. Desembargador Djalma teria cancelado viagem para participar da solenidade de premiação.

O Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) não conseguiu pontuação suficiente para ser homenageado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na noite desta segunda-feira (25) no prêmio de qualidade, um ranking que avalia anualmente a gestão e planejamento, organização administrativa e judiciária, disseminação nas informações e produtividade, sob a ótica da prestação jurisdicional.
Desde que o selo foi lançado essa é a primeira vez que o TJAC não alcança resultados positivos para ficar entre os melhores tribunais do país. A última presidente, desembargadora Denise Bonfim, alcançou por dois anos consecutivos, o status Ouro, concedido aos tribunais com pontuação entre 10,01% e 35% das maiores relativas, superando 60%. Recebem o prêmio Ouro, segundo a cartilha do CNJ, os classificados entre a 10ª e 31ª colocação.
A notícia de desempenho abaixo da média provocou correria na sede do Poder Judiciário em Rio Branco que desde a última sexta-feira (22) tenta entender os motivos que levaram a classificação entre os 31 de pior desempenho do Brasil. Há informações de que o desembargador e presidente, Djalma da Silva, tenha cancelado sua viagem à Maceió onde deveria participar na noite de ontem (25) da solenidade de entrega do prêmios aos 62 melhores colocados.
A reportagem apurou que a diretoria de gestão do TJAC é o órgão responsável por alimentar o sistema do CNJ das informações exigidas pela portaria 88/2019. As novas premiações e regras foram apresentadas pelo presidente da Comissão de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento, o conselheiro Fernando Mattos, no dia 29 de maio deste ano durante a 1ª Reunião Preparatória do XIII Encontro Nacional do Poder Judiciário, o Prêmio CNJ de Qualidade.
Segundo o site do CNJ, o Tribunal de Justiça do Sergipe é o melhor do ano. O prêmio diamante foi concedido aos tribunais do Distrito Federal, Rondônia e Sergipe. O prêmio ouro foi concedido aos tribunais de Roraima e Amapá.
Este ano o CNJ não editou o prêmio bronze, sendo a categoria prata a última do ranking, concedida em 2019 para os tribunais de Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.
O PRÊMIO
O Prêmio CNJ de Qualidade é um estímulo para os segmentos do Poder Judiciário buscarem excelência na gestão e no planejamento de suas atividades; na organização administrativa e judiciária; e na sistematização e disseminação das informações e da produtividade.

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