PRÉDIO HISTÓRICO É DEMOLIDO PARA CONSTRUÇÃO DE PRÉDIO DE SERVIÇOS ESSENCIAIS AO CIDADÃO FEIJOENSE
DE HISTÓRICO À LEMBRANÇA
A construção do primeiro hospital geral de Feijó teve inicio, em 1968, na administração do prefeito Alcimar Leitão, segundo prefeito constitucional. E para a construção do mesmo veio uma equipe de operários da construção civil de Rio Branco, Ac. E um desses operários, tornou-se feijoense de coração, o pedreiro Claudecir de Souza, o folclórico e o carnavalesco, o popular “velho boca” ou “bocão”. E esses operários, juntamente, com trabalhadores e funcionários da União e funcionários do município de Feijó, dentre esses trabalhadores, Antonio Silva das Chagas, (Toinho), (pedreiro), José Maria de Castro, (carpinteiro), Mario Açu, (carpinteiro), Francisco Carolino, Adamor (pedreiro), Antonio Gomes Pereira, (curu), José Magalhães de Oliveira Zé Quinor (carpinteiro), Francisco Urcesino, (carpinteiro), Ercio Braga, (pedreiro), Francisco Hilário da Silva, (capucho), (pedreiro e marceneiro), Francisco Costa de Araujo, (rapaizinho), todos juntos construíram o primeiro hospital geral e outros prédios públicos, em Feijó.
O primeiro Hospital Geral de
Feijó foi inaugurado, em 1974, na administração do prefeito Raimundo Gomes
Leitão, Raidir, tendo como governador do Acre, o senhor Wanderley Dantas. O
primeiro hospital foi uma entidade pública e de suma importância para a população
feijoense, mesmo com estrutura mediana e capacidade para trinta (30) leitos,
onde naquela unidade de saúde, ocorreram inúmeros partos, contribuindo
consideravelmente com o aumento demográfico da população do município. Dos
inúmeros feijoenses que nasceram no Hospital, vários se destacaram no mundo do
conhecimento e saber, em Feijó e nas mais variadas regiões brasileiras em
inúmeras profissões.
Antes da chegada do Dr. José Luiz, os
atendimentos médico hospitalares eram feitos pelo Dr. Roxo, médico que vinha
quinzenal ou mensalmente, da Capital do Acre, Rio Branco, para o município de
Feijó. O Dr. Roxo, juntamente com o
enfermeiro Gilberto, e sua equipe prestavam os seus serviços médicos
hospitalares, com muita eficiência e com muito boa vontade, nas prestações
destes serviços, mesmo parte dessa equipe ter somente conhecimento empírico na
arte da medicina, não mediam esforços para ajudarem nos atendimentos à
população. Dentre esses profissionais, podendo citar a senhora Altina da Costa
e Silva, dona Mocinha Magalhães, dona Judite do Nascimento, dentre outras
pessoas, funcionários da União.
Na ausência de profissionais
e de um sistema de saúde publica eficiente, a população ficava aos cuidados da
senhora Altina da Costa Silva, conhecida e chamada carinhosamente por todos de dona
mocinha Magalhães, parteira tradicional, “farmacêutica fitoterápica”. Apesar de ser leiga do conhecimento
cientifico, para o exercício pleno da medicina, dona Mocinha, sempre embasada
nas experiências cotidianas, sabedorias populares, na tradição, passada de
geração a geração, prestava com eficiência os mais relevantes serviços, na área
da saúde, no município de Feijó. E de forma carinhosa e cuidadosa, atendia a
todos os doentes que lhe procuravam principalmente, os doentes das famílias
carentes do município, doava aos mesmos os poucos remédios de laboratórios, e
os remédios caseiros de ervas medicinais, de sua pequena farmácia, que ela
tinha em sua casa, poucos medicamentos, mas eficientes e de suma importância
para seus pacientes. Farmácia pequena mais rica, principalmente em remédios fitoterápicos,
e de receitas, com os mais variados tipos de remédios caseiros de plantas
medicinais, que auxiliavam curavam as mais variadas tipos de doenças existentes
na época. Na sua modesta casa, atendia a todos, se medir esforços, tanto
durante o dia, como também durante a noite. Sua casa parecia mais um pronto-socorro,
cheia de feijoense que buscavam os atendimentos da mesma em busca da cura de
suas doenças. Famílias carentes e necessitados atendimentos médico-hospitalares
e um sistema de saúde publica que atendesse a todos. Era considerada por muita
“a enfermeira e a médica dos pobres”.
Certo tempo depois, chegou em
Feijó, o enfermeiro Erasmo Castro, e montou uma farmácia. E além de vender os
remédios, o enfermeiro Erasmo, de maneira eficiente e prestava os serviços de
enfermagens, atendendo a todos os feijoenses que lhe procura-se em sua
farmácia. E para muitas pessoas, ele era médico e que tinha uma farmácia e
realizava os mais variados tipos de atendimentos para quem necessitava de seus
trabalhos de enfermagens
Em 1973, chegava do Rio de Janeiro o jovem médico José Luiz de Souza, vindo da cidade de São Gonçalo, ao município de Feijó. Ao chegar ao município de Feijó em meados do ano de 1973, o Dr. José Luiz de Sousa, encontrou uma realidade totalmente diferente, a qual o médico José Luiz, estava acostumado, no Rio de Janeiro. Mesmo tendo um sistema de saúde muito precário, Dr. José Luiz, começou a realizar os atendimentos médico hospitalares no único Posto de Saúde, de Feijó, localizado na travessa Benjamin Constant, centro de Feijó, (hoje prédio do Idaf). Somente no ano de 1974 que o Dr. José Luiz iniciou os atendimentos médico no primeiro Hospital Geral de Feijó, Adalberto Sena. A partir daí, deu início a um período de quase duas décadas de serviço prestado pelo Dr. José Luiz de Souza, o primeiro cirurgião no município de Feijó, realizando muitos trabalhos médico-hospitalares e dando assistência nos nascimentos de novos cidadãos, feijoenses, por meio de partos normais e cesarianas, e nas mais variadas prestações de atendimento médico, principalmente cirurgias, juntamente com os poucos, mais competentes profissionais da área de saúde do Hospital Geral de Feijó. Portanto, a história do Hospital e do médico Dr. José Luiz se coadunam, pois na história da medicina feijoense até o início da década de 90, não existia um sem o outro. O Hospital Geral ficou marcado pela grande atuação do médico, clínico geral e cirurgião, o competentíssimo Dr. José Luiz de Souza que fez história na medicina feijoense.
Em uma época que tudo era difícil, o
Hospital passava por necessidades de aparelhagens, profissionais e remédios
para melhor atender a população. Mas mesmo com todas as condições adversas e
precárias da saúde pública da época, a população feijoense gostava do bom
atendimento do Dr. José Luiz feito no Hospital Geral, principalmente pela
competência, humanidade, responsabilidade e seriedade. Era amado por todos,
tanto na zona urbana, como na rural.
Dos mais de vinte anos que o
Dr. José Luiz viveu no município de Feijó, o mesmo teve que enfrentar as mais
diversas adversidades para por em praticar o exercício pleno da medicina, entretanto,
mesmo assim, contrariando o improvável, Dr. José Luiz conseguiu prestar
relevantes serviços, demonstrando destreza, eficiência, competência e qualidade
á toda população feijoense.
Dedicação eficiência nos
trabalhos e lutando sempre por um sistema de saúde publica eficiente, capaz de
garantir uma saúde de qualidade para toda á população feijoense.
Mas, Dr. José Luiz, médico e diretor do
Hospital Geral de Feijó, enfrentando as mais diversas agruras para exercer sua
profissão e realizar um bom atendimento médico-hospitalar para todo população
feijoense. Dentre as quais podemos citar, falta de recursos financeiros e
humanos, remédios, insumos, dentre outros materiais. Além desses contratempos
na parte administrativa governamental e politicas publicas de saúde de
qualidade. Havia ainda, problemas externos, principalmente o racionamento do
fornecimento de energia, pois, a energia elétrica fornecida pela Eletroacre,
Empresa de Energia do Acre, na época, não era de boa qualidade. Apagava várias
vezes durante o dia e funcionava somente até a meia-noite, e isto, causava
grande transtorno a toda a população desses racionamentos e a falta de energia
elétrica. E como o Hospital não tinha gerador de luz, os pacientes sofriam com
as consequências. Mas, com todas as problemáticas existentes, o Hospital nunca
fechou suas portas bem como, nunca deixou de atender a população, mesmo com as
dificuldades presentes, realizava os atendimentos, hora funcionado a luz
elétrica, hora funcionando a luz de velas, lampiões e candeeiro.
O Dr. José Luiz de Souza,
além de médico, clínico geral, cirurgião e médico legista do INSS, foi diretor
do Hospital e professor. Devido os seus relevantes serviços prestados á
população, tornou-se cidadão feijoense, título de cidadania dado pela Câmara de
vereadores de Feijó. E após a sua morte, o mesmo foi homenageado mais uma vez pós-morte,
tendo seu nome posto na Unidade Básica de Saúde do bairro Geni Nunes.
A BR 364, na época já
existindo, porém precária e de difícil acesso, onde o tráfego acontecia no
período do verão com duração de dois a três meses. Sendo que o transporte aéreo
era o único meio nos restantes dos meses do ano. Esse transporte aéreo era feito
por aviões de pequeno porte, (teco-teco) devido o preço alto das passagens, uma
minoria tinha condições financeira para viajar. Portanto, a quem a população
poderia recorrer? Primeiro a misericórdia de Deus, depois ao Dr. José Luiz e
sua equipe técnica composta de feijoenses, “não eram Deus, mas faziam
milagres.”
O recém-inaugurado Hospital Geral de Feijó,
Dr. Adalberto Sena, tinha médico, clínico geral e cirurgião, o Dr. José Luiz,
porém, não havia funcionários. Foi, então, enviada ao município de Feijó uma
equipe de profissionais de saúde de Rio Branco, Acre, ao hospital, além do
enfermeiro efetivo da secretaria de saúde, que já exercia sua profissão, o
enfermeiro Gilberto e enfermeira Adail Santana, e o enfermeiro Alberto Urban, e
o pároco da igreja católica de Feijó, para dar início aos trabalhos
administrativos e auxiliarem o Dr. José Luiz nas prestações dos serviços
médico-hospitalares. Esses profissionais de saúde enviados pela Secretaria
Estadual de Saúde, além de exercerem sua profissão no serviço hospitalar,
realizaram um curso de saúde pública no período de seis meses para alunos da
Escola de Segundo Grau. Nestes cursos, vários alunos se destacaram e foram
trabalhar no Hospital Geral de Feijó, entre eles: José de Freitas Taveira, Francisco
Izomar Carvalho de Melo, Ademir Araújo Santiago (Bi), Nilson Taumaturgo,
Zeneide Fernandes, Narcília de Oliveira M. Braga, Jose Adkson Araujo Santiago, Ricardo
Morais, Miramar, kleber, Conceição, dentre outros. Esses jovens que se destacam
no curso de saúde pública, tornaram-se funcionários e seus salários eram pagos
pelo Funrural, Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural.
Só a partir da administração
do ex-prefeito Feijó, Raidir Leitão, e do diretor do hospital geral de Feijó, Dr.
José Luiz, é que teve início á contratação dos novos profissionais de saúde, pelo
o governo do estado Acre, foi então que esses jovens que já vinha prestando
seus relevantes serviços e com muita competência, no hospital geral de Feijó,
foram efetivados e tornaram-se funcionários da secretaria estadual de saúde. Além
dos funcionários que já vinham contribuindo nessa área por vários anos, foram
contratados mais citar alguns profissionais de excelência do hospital geral de
Feijó, excelentes pela competência, e qualidades não faltavam a esses
profissionais pela presteza, dedicação, vontade e humanidade no atendimento,
como: os auxiliares de enfermagens, José Luiz Ademir Araújo Santiago (Bi), José
Adekson Araújo Santiago, Joelita Medeiros, José Nilson Taumaturgo, Judite Aguiar,
Silvia A. Cordeiro, Leodênio Cordeiro, Jose de Freitas Taveira, Itamara,
Francisco Izomar Carvalho de Melo, Maria Albertina, Cleonice, Manoel Ferreira
de Souza, (Miramar), Kleber Cordeiro, Sávio Castro, Ricardo Morais, Nonato Guimarães, (Nonato Sapateiro); Parteiras,
Maria Araújo Santiago, (Maria Raul), Maria Alice, Ovidia; Setor administrativo,
Zeneide Fernandes, Narcilia de Oliveira M. Braga, Cleuzelene Braga, Alcidinéia
Soares; Atendente de odontologia: Maria Rodrigues; Cozinheiras: Maria Viana,
Zilda Chaves, Maria Alonso; chefe de lavanderia: Enir Santana; lavandeiras:
Sebastiana Barros, Maria; serventes: Maria do Socorro Ferreira de Albuquerque, Maria Correia de Sena, Nita Rodrigues, Cristina, Maria da Paz Machado da Silva, Elizio de Freitas, Mario Alves Ferreira, (Mário Cumaru), Chico, Edgard Rodrigues, Cristina; Farmacia: Carlos
Rodrigues, Maria Nirfan; Atendentes de portarias, Florida Vieira das Neves,
Francisca Coriolano de Souza, Zefinha, Constância, Rosa Lima; laboratório: Cravo;
técnico de enfermagens: Conceição, Delma Rodrigues, motorista
da ambulância: Joao Bodê. Dentre outros profissionais de saúde.
Dr. Jose
Luiz, juntamente com os profissionais de saúde do hospital geral de Feijó
sempre lutaram por um sistema de saúde publico eficiente, capaz de garantir a saúde
de qualidade para toda população feijoense e promover o acesso da mesma a
todos.
Neste mesmo período, o Hospital Geral de
Feijó esteve prestando serviços odontológicos com o Dr. Saul Ruiz Rojas.
Não podemos esquecer o pecuarista e
empresário Elesbão Guimarães, cearense de nascimento, mas, feijoense de
coração, recebeu o título de cidadão honorário pela Câmara de vereadores de
Feijó. O pecuarista e empresário Elesbão fornecia carne bovina para o Hospital
durante vários anos, bem como outros gêneros alimentícios. Mesmo sem receber os
honorários dos gêneros alimentícios entregue ao Hospital, diga-se de passagem,
sem receber por vários meses da Secretaria Estadual de Saúde, nunca os deixou
de entregar.
O Hospital Geral de Feijó funcionou no
bairro do Centro, rua Presidente Kennedy, até meados do ano de 1983 quando foi
desativado e transferido os atendimento médico para o novo Hospital Geral de
Feijó, localizado no bairro do Hospital, Avenida Marechal Deodoro. O novo
hospital geral de Feijó, pelo o Decre-Lei nº 3.404 de 28 de dezembro de 2016,
ganhou um novo nome, hospital Dr. Baba, em e em homenagem ao médico Rosaldo
Firmino de Aguiar França, pelo os mais relevantes serviços médico-hospitalares
á população feijoense.
O prédio do antigo hospital
geral de Feijó, por não atender mais as atividades hospitalares foi cedido á Secretária
Estadual de Educação e transformado, após uma reforma, na escola de Segundo
Grau José Gurgel Rabello, por vários anos e Instituto do Meio Ambiente do Acre, Imac.
Depois o prédio do Hospital, Dr. Adalberto Sena, foi entregue á
Prefeitura Municipal de Feijó onde abrigou várias secretarias, incluindo o
gabinete do vice-prefeito E a partir do mês de maio, esse patrimônio
público/histórico que tanto contribuiu, e como serviu para atender a população
feijoense, vai ser demolido. E a partir de então, o antigo prédio do hospital
só fará parte da história e da lembrança dos feijoenses mais antigos.
De acordo como o Secretário Municipal de Obras
Públicas, Evandro Carneiro de Melo, hoje o prédio se encontra abandonado,
servindo somente para usuários de drogas, prostibulo e local para encontro de
delinquentes e infratores. Há vários anos o prédio vinha sendo abandonado por
parte de gestores passados que não valorizaram o patrimônio público e, em razão
da má conservação, encontra-se bastante deteriorado, com rachaduras e fissuras
nas paredes, colocando o prédio em risco de desmoronar e causar acidentes.
Portanto, a sua serventia chega ao final,
onde o prédio do antigo Hospital Geral de Feijó será demolido e, no local será construída
pelo Governo Estadual, em parceria com a gestão municipal uma OCA, que será um espaço
de cidadania, visando a facilidade de acesso aos serviços públicos pelo
cidadão. Terá como objetivo trabalhar de forma integrada com todos os órgãos e
entidades públicas. Bem como dar celeridade e eficiência aos serviços prestados
pelo Estado a todos os cidadãos feijoenses. E com isto definir a excelência
destes, democratizando assim, o relacionamento entre Estado e sociedade.
Nossos agradecimentos:
Francisco Izomar Carvalho de
Melo
Flavio Braga
Jose de Freitas Taveira
Jose Adkson Araujo Santiago
Aurélio Braga
Trabalho historiográfico do
professor, historiador, bloqueio, analista politico e influenciador digital, Evilásio
Cosmiro de Oliveira



