Em sessão tumultuada, Congresso conclui votação de vetos dos royalties
Resultado da votação, contudo, será conhecido somente nesta quinta (7).
Se veto for derrubado, parlamentares de estados produtores vão recorrer.
Depois de quatro horas de uma sessão conturbada, o Congresso Nacional
concluiu, na madrugada desta quinta-feira (7), a votação dos vetos da
presidente Dilma Rousseff
à Lei dos Royalties do Petróleo. O resultado final, entretanto, ainda é
desconhecido, na medida em que os votos registrados em cédulas de papel
foram depositados em urnas espalhadas pelo plenário.
A mesa diretora do Legislativo informou que o processo de apuração pode
durar, pelo menos, seis horas, porque terão de ser analisados, em cada
voto, 142 dispositivos. O resultado, afirmou o presidente do Congresso,
senador Renan Calheiros (PMDB-AL), sairá ainda nesta quinta.
Discussões acaloradas, discursos inflamados e uma série de tentativas
de atrasar a apreciação dos vetos marcaram o embate de quatro horas no
plenário da Câmara entre parlamentares de estados produtores e não
produtores de petróleo. A batalha pelos lucros da exploração petrolífera
reuniu na mesma trincheira adversários políticos, como PT
e PSDB. Em uma cena rara no Legislativo, petistas e tucanos deixaram as
desavenças partidárias de lado, momentaneamente, para atuar em
conjunto na defesa dos interesses de seus estados.
O momento mais tenso da sessão ocorreu quando as bancadas do Rio de
Janeiro e do Espírito Santo anunciaram que não participariam da votação
dos vetos presidenciais à Lei dos Royalties, por discordarem da decisão
do presidente do Congresso de limitar a cinco minutos o tempo dos
discursos.
Se revogados os vetos presidenciais, a partilha dos lucros da extração
de petróleo passará a incidir, inclusive, sobre os contratos de campos
petrolíferos já licitados. A alteração na regra de rateio havia sido
aprovada pela Câmara e pelo Senado em 2012, porém, a presidente da
República vetou os dispositivos com a justificativa de que seria
inconstitucional violar contratos em vigor.
A sessão que avaliou o teor original da proposta aprovada no ano
passado pelos congressistas teve início às 20h03. Sentado na poltrona da
presidência da Câmara, o presidente do Congresso, Renan Calheiros,
abriu os trabalhos legislativos com a checagem do quórum. Naquele
momento, o painel eletrônico da Casa registrava a presença de 70
senadores e 480 deputados.
G1

