Escolas públicas do Acre passam a exigir carteira de vacinação da criança na hora da matrícula
Pais devem apresentar a carteira de vacina dos filhos atualizada no
momento da matrícula.Vacinas do calendário infantil ficaram abaixo da meta em
2017, que era de 95%.
Por Aline Nascimento e Jefson Dourado, G1 AC — Rio Branco
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Pela primeira vez, as escolas
públicas do Acre passaram a exigir a carteira de vacinação das crianças no
momento da matrícula. A medida surge após as vacinas do calendário infantil
ficarem abaixo da meta em 2017, que era de 95%. A lei foi aprovada em julho.
Dados do Programa Nacional de
Imunização do Ministério da Saúde, exibidos em uma reportagem do Jornal do Acre
2ª edição, mostraram que apenas a vacina BCG teve índices satisfatórios.
A treta viral, que previne contra
caxumba, sarampo, rubéola e varicela, apresentou o menor índice de cobertura,
70,69%, seguido da Rota vírus humano, que ficou 20% abaixo da meta.
A vacina da poliomelite
alcançou 77% da cobertura. A redução da cobertura vacinal nos estados é
semelhante. A lei estabelece que a escola deve informar aos responsáveis as
vacinas que estão faltando e também esclarecer à família do aluno a importância
da vacina na infância
Os pais devem ser orientados a buscar
uma unidade de saúde para regularizar a imunização da criança. A não
apresentação da carteira não impede as matrículas, mas o descumprimento permite
que a escola oficie ao Conselho Tutelar municipal para que tome as medidas
administrativas cabíveis.
A mãe de Breno, de 3 anos, a autônoma
Gleiciane Lima, disse que sempre fica atenta às vacinas do pequeno.
“Tenho todo cuidado, não só com a
vacina, mas com ele também. Muito importante, já é uma maneira de
responsabilidade para a mãe e escola também. Está imunizado e matriculado”,
destacou.
A diretora Saíra Maria Moraes contou
que a comunidade aprovou a ideia e tem participado. Os documentos exigidos no
momento da matrícula, segundo a diretora, são certidão de nascimento, número do
NIS, CPF, carteira de vacina e comprovante de endereço.
“As comunidades são bem respectivas,
o que a escola propõe, sem nenhuma dificuldade, obedece. O edital foi bem claro
desde o início do ano e, no momento da inscrição para o sorteio, falamos dessa
nova exigência. Mas, atenderam de bom grado. Reconheceram a importância dos
filhos terem a vacinação em dia. Acharam importante e gostaram da ideia”,
ressaltou.
Romelândia de Souza, mãe do Davi
Luiz, de 4 anos, foi matricular o filho, que vai estudar pela primeira vez, e
gostou da iniciativa. “Acho que é bom que é para prevenir as crianças. Do meu
filho está completa”, afirmou.
